sábado, 24 de dezembro de 2011

Organiza o Natal

"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre."

Carlos Drummond de Andrade



O Texto de Carlos Drummond de Andrade transcreve exatamente minha utopia. Um ano repleto de espírito natalino. Um ano onde todos os dias é dia de perdoar, onde todos os dias é dia de ligar para as pessoas que você mais ama, onde todos os dias é dia de reunir família e amigos e agradecer pelo ano inteiro. Ah, o Natal! Como você enriquece a todos! Como você deixa a cidade mais brilhante! Como você deixa todo mundo com um espírito tão lindo de renascimento. Nesse Natal, quero não só renascer do dia 24 para o dia 25, mas quero renascer todos os dias do ano. Por um Natal contínuo e interminável em todos os nossos corações!

Feliz Natal =)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Superação da circunferência

Ao traçar num papel o círculo que representa um buraco, vemos que nele existe um limite: a própria circunferência. O que nos separa da integração com um todo é justamente essa fronteira.

"Nas antigas civilizações, como as do Oriente, o indivíduo sentia-se mais integrado a sua cultura, a seu universo. A noção de falta era menos presente e sentida porque toda uma estrutura o amparava em suas decisões, comportamentos e objetivos. Mas hoje, na modernidade, essa integralidade não mais existe. Vivemos uma cultura fragmentária e individualista", diz a psicanalista paulista Andrea Naccache, de formação lacaniana. "Por isso recorremos tanto ao Oriente: para tentar resgatar esse sentimento de integração de corpo, mente e espírito com o universo", diz ela. Mas o caminho também pode ser outro. "O que nos leva a ultrapassar a circunferência e transcendê-la é o outro. É ele que nos estimula a ultrapassar nossos limites e a fazer essa passagem. É dessa maneira que podemos ir além de tudo o que achamos que somos, ou do que acreditamos que podemos", diz a psicóloga.

É justamente entre todas as pessoas que está aquela que nos vai impulsionar. Seja um amigo (ou um inimigo...), seja o ser amado, um mestre, um livro escrito por alguém. ... Não é à toa que num dos poemas mais intensos de Fernando Pessoa ("A Tabacaria"), o simples aceno do dono de uma loja consegue tirar do autor o sofrimento diante do vazio da vida. A salvação é motivada pela ação do outro.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Defying Gravity

‎"It's time to try defying gravity.. I think I'll try defying gravity. Kiss me goodbye, I'm defying gravity and you won't bring me down!"

It's time to trust my instincts, close my eyes and leap!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mudar

O ano novo está por vir, 2011 virando a esquina e dando espaço para 2012 que está na nossa frente... não importa como foi seu ano, não importa se houveram mais lagrimas do que risadas, não importa se houveram mais brigas do que reconciliações, não importa se você vai passar a virada sozinho, ou acompanhado daquela pessoa que você ama.. o que todos estão realmente preocupados é com mudança, com novos desafios, com evolução. Estamos preocupados com aqueles erros que não queremos mais cometer, estamos preocupados em superar aqueles que nos magoaram, estamos preocupados em fazer dar certo o que hoje é incerto, estamos preocupados com o nosso futuro, com o "amanhã". Queremos um presente melhor, queremos algo mais do que temos hoje, queremos enxergar no horizonte a vitória, a conquista, o sucesso. Não importa o local onde vamos passar a virada, não importa a roupa, não importa as pessoas, o que importa é o 1º passo. O que importa é de que forma vamos entrar nessa nova etapa de nossas vidas, o que importa é deixar para trás o que não nos faz bem, o que importa é nos sentirmos alinhados com nossos anseios pelo ano que começa.
Eu quero que todos parem para pensar dessa vez não no que pode vir, mas sim no hoje, no agora, nesse instante. Tentem, por um momento, não imaginar um 2012 melhor. Tentem agradecer pelo 2011 que acabou. Tentem enxergar as coisas boas que vieram, tentem se lembrar dos seus erros, e o que aprendemos com eles. Tentem entender que, até as coisas que causaram mais dor, acrescentaram algo em nossas vidas. Eu quero agradecer pelo meu 2011. Quero agradecer cada um dos meus erros, cada um dos motivos que me fizeram chorar, cada uma das pessoas que entraram na minha vida, ou até cada uma das que saíram. Tudo isso teve um significado. Pode agora a maioria das coisas não fazer sentido, mas se um dia fizeram, eu agradeço. Agradeço as risadas, as angústias, os sorrisos, as lágrimas, as vitórias e as derrotas.. Eu agradeço ter por perto quem me ama, agradeço minha família, por me enxergar com os melhores olhos. Agradeço meus amigos, por me amarem do jeito que eu sou e esperar de mim sempre o melhor. Agradeço a esse ano, que, assim como todos os outros, me fez crescer e ser maior e mais experiente do que eu era no anterior. Que venha 2012 e, eu não quero pedir para ser melhor, não quero pedir para não errar mais, não quero pedir apenas coisas boas. Eu quero pedir para simplesmente a vida continuar, maravilhosa do jeito que ela é.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

So raise your glass if you are wrong, in all the right ways!

Right right, turn off the lights,
We gonna lose our minds tonight,
What's the deal yo?
I love when it's all too much,
5 am turn the radio up
Where's the rock and roll?

Party Crasher,
Penny Snatcher,
Call me up if you a gangsta
Don't be fancy, just get dancy
Why so serious?

So raise your glass if you are wrong,
In all the right ways,
All my underdogs,
We will never be, never be anything but loud
And nitty gritty, dirty little freaks
Won't you come on and come on and raise your glass,
Just come on and come on and raise your glass

Slam slam, oh hot damn
What part of party don't you understand,
Wish you'd just freak out
Can't stop, coming in hot,
I should be locked up right on the spot
It's so on right now

Party Crasher,
Penny Snatcher,
Call me up if you a gangsta
Don't be fancy, just get dancy
Why so serious?

So raise your glass if you are wrong,
In all the right ways,
All my underdogs,
We will never be, never be anything but loud
And nitty gritty, dirty little freaks
Won't you come on and come on and raise your glass,
Just come on and come on and raise your glass
Won't you come on and come on and raise your glass,
Just come on and come on and raise your glass

(My glass is empty, that sucks)

So if you're too school for cool
And you're treated like a fool
You can choose to let it go
We can always, we can always,
Party on our own

So raise your
So raise your glass if you are wrong,
In all the right ways,
All my underdogs,
We will never be, never be anything but loud
And nitty gritty, dirty little freaks
So raise your glass if you are wrong,
In all the right ways,
All my underdogs,
We will never be, never be anything but loud
And nitty gritty, dirty little freaks
Won't you come on and come on and raise your glass,
Just come on and come on and raise your glass
Won't you come on and come on and raise your glass for me
Just come on and come on and raise your glass for me

domingo, 20 de novembro de 2011

Fim.

Dessa vez a porta foi fechada, e por completo, para não passar nem uma fresta do passado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Todas as cartas de amor..

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21/10/1935

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recomeço

Quero um recomeço.
Sinto que é possível.
Vejo medo nos seus olhos.
Existe medo nos meus também.
Mas, por que não se entregar a algo que você simplesmente nunca parou de querer?

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."
Caio F. Abreu

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Equanimidade nas situações

"Há uma história antiga que ilustra a sabedoria desse estado mental. Uma das posses mais valiosas de um fazendeiro é o cavalo que possui. Um dia ele foge. Todas as pessoas lamentam por ele. “Que azar! Você está na pobreza agora, sem ter como puxar o arado ou mover seus bens!” O fazendeiro apenas responde, “Eu não sei se é uma desgraça ou não; tudo que sei é que meu cavalo se foi.”

Alguns dias depois, o cavalo retorna, com mais seis cavalos, garanhões e éguas. As pessoas dizem: “Você está rico! Agora tem sete cavalos” De novo, o fazendeiro diz, “Não sei se sou sortudo ou não; tudo que posso dizer é que agora tenho sete cavalos em meu estábulo.”

Alguns dias depois, quando o filho do fazendeiro tenta domar um dos garanhões, ele cai do cavalo e quebra a perna e o ombro. Todas as pessoas lamentam seu destino: “Que terrível! Seu filho se machucou bastante, não vai conseguir ajudar com a colheita. Que desgraça!” O fazendeiro responde, “Não sei se é desgraça ou não; o que sei é meu filho se machucou.”

Menos de uma semana depois, o exército passa na cidade, convocando todos os jovens para lutar na guerra... todos menos o filho do fazendeiro, que está incapaz de lutar por causa de sua lesão.

O fato é que você não pode saber quais mudanças a vida trará ou quais serão suas consequências. Equanimidade permite o mistério das coisas: a natureza irreconhecível, incontrolável das coisas serem exatamente o que são."



Retirado do artigo
Calma interior por Frank Jude Boccio
Frank Jude Boccio é professor de Yoga e Zen Budismo e autor de Mindfulness Yoga. mindfulnessyoga.net.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Excesso

"Como é que sabemos, quando algo está em excesso?
Muita cobrança em pouco cedo?
Muita informação quando não queremos saber?
Muito divertimento que acaba por fazer mal?
Muito amor que não sabemos lidar?
Pedir muito de alguém que gostamos?
E quando é que tudo isso, é simplesmente mais do que conseguimos suportar?"

domingo, 23 de outubro de 2011

Never.

"When two people love each other but they just can't seem to get it together when do they get to the point where enough is enough?

- Never."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gentileza gera gentileza

‎Essa é uma história de um empregado de um frigorifico.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorifica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já tinham ido embora e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias, esse homem é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Mas não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…

Pergunta: Será que você seria salvo???
Lembre-se: Gentileza gera gentileza!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A todo tempo estamos falando de nós mesmos..

Ingênuo é aquele que pensa que só ele consegue despistar o outro nas suas atitudes. Errado é aquele que acredita que só ele tem malícia. A todo momento, existe alguém perceptivo que consegue ver nos menores detalhes o quanto você se importa, por mais que você se faça de indiferente. Atitudes que não condizem com palavras sempre é muito suspeito. Das duas uma, ou comece a agir de acordo com o que você sente, ou comece a sentir de acordo como você age. Se continuar nessa contradição, ler seus pensamentos continuará fácil demais. E lembre-se, no final das contas, quem estará dormindo tranquilo, sou eu. :)

domingo, 16 de outubro de 2011

Did you say it?

"Did you say it? 
'I love you. I don't ever want to live without you. You changed my life.' 

Did you say it? Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around; Drink it in 'cause this is it. It might all be gone tomorrow."

sábado, 15 de outubro de 2011

E se?

‎"Salto. A angustiante dúvida. Indecisão e hesitação. No fim da vida restará preso na garganta não o que se fez, mas o que se deixou de fazer. Não o que foi, mas o que poderia ter sido e não foi. E se? E se? E se? Morreremos questionando o passado: e se? (Por que simplesmente não saltamos?)"

domingo, 9 de outubro de 2011

It's easier to be alone

"There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone. It was because I thought if I loved someone, and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone. Because what if you learn that you need love? And then you don't have it? What if you like it? And lean on it? What if you shape your life around it? And then... it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is... death ends. This...? It could go on forever."

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Entro em contradição com meu eu

Quero falar, mas não sei o que dizer..
Quero ouvir, mas não tenho paciência..
Quero procurar, mas não sei por onde começar..
Quero entender, mas não sei como..
Quero sentir, mas parece tão longe..
Quero esquecer, mas eu não me permito..

E agora?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

*Speechless*


Would you give it all up? Could you give it all up? If I promise, boy, to you...

That I'll never talk again
And I'll never love again
I'll never write a song
Won't even sing along
I'll never love again

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Para refletir..

"Loucura é odiar todas as rosas porque um espinho te feriu. 
Loucura é desistir de todos os esforços porque um deles fracassou.
Loucura é condenar todas as amizades porque uma delas te traiu. 
Loucura é não crer mais no amor porque um deles foi infiel. 
Loucura é jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. 
Há outra chance, há outra amizade, há outro amor. Não há outra vida."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Quando a gente muda, o mundo muda com a gente.."

"Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!"

Pois é..chegou a hora de um novo capítulo na minha vida, o de colocar quem merece como prioridade, onde prazeres imediatos não são existentes, onde eu vou valorizar cada um do jeito que cada um merece. Pé direito!

domingo, 25 de setembro de 2011

One of thouse days..

Hoje seria um daqueles dias em que eu precisava de dois travesseiros, um cobertor e uma longa conversa deitado olhando para você. Quero me abrir. Mostrar pra você tudo o que realmente ocorre comigo. É estranho você ter a necessidade de dizer tanta coisa para uma pessoa só, e não saber como, ou quando, ou onde, ou por que meio.. Até quando eu vou ficar me reprimindo dessa forma? E até quando eu vou sentir essa necessidade de expressar pra você tudo que vem acontecendo comigo, com minha vida, com meus sentimentos. Não quero que você pense que eu quero enganar você, mas é tão difícil essa situação em que eu me coloquei. As vezes minhas atitudes e ações realmente demonstram o contrário do que eu expresso. Deveria ter ficado na minha antes, e só agora vir falar com você. Concordei em te ver quando eu ainda não estava preparado. Concordei em te ver quando eu nada tinha para falar. Hoje em dia eu tenho tanta coisa.. Tanta angústia pelo que não deu certo, tanta ansiedade pelo que pode vir.. Tanta vontade de mostrar que eu posso ser diferente.. Que a gente pode ser diferente.. Dizem que tudo o que é para acontecer, acontece na sua devida hora, bom.. Eu estou esperando pela nossa, se é que ela existe... "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional" eu não sofro mais, porém dói saber que há uma grande possibilidade do nosso ponto final já ter sido colocado. Sinto sua falta. E quero seu melhor.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"the sweet is never as sweet, without the sour"

Se apoiando em qualquer coisa que esteja ao meu alcance. Clarice uma vez disse que "Perder-se também é caminho..", e eu concordo..todos nós somos obrigados a nos sentirmos perdidos pelo menos uma vez. Para um dia amadurecer. Para um dia sentir-se mais humano. Para provar que "the sweet, is never as sweet, without the sour". Eu hoje não tive o meu melhor dia. Foram todos os meus sentimentos que refletem a ausência de algo dentro de mim que surgiram. Hoje eles estavam a flor da pele. Hoje eles pulsavam dentro da minha alma fazendo eu me lembrar somente do que eu não tenho. Quero deitar na minha cama, fechar os meus olhos e sonhar.. Sonhar não com o que eu não tenho hoje, e sim sonhar que um dia, as coisas que realmente pertencem a nós, chegam. E chegam na hora certa. :)

Boa noite!

domingo, 11 de setembro de 2011

Looking for paradise


Todos dizem oh oh oh oh

Dirigindo um carro rápido
Tentando chegar a algum lugar
Não sei pra onde estou indo
Mas eu preciso chegar lá

Às vezes me sinto perdido
Inquieto, só e confuso
Então me junto às estrelas
E ao mundo inteiro dou voltas

Eu canto para alguém como você
Só como eu baby
Eu canto para alguém como você
Põe a orelha, nenén
Oh oh oh oh

Estou buscando esse momento
A música, que quando chega
Me enche com seu sentimento
Com sentimento, vida cheia

Descendo a rua do lado
Procurando pela inocência
Tentando achar meu caminho
Tentando fazer algum sentido

Eu canto para alguém como tu
Só como tu, baby
Eu canto para alguém como você
Só pra você

Eu canto para alguém
Alguém como você
Tu, diga-me para quem cantas
Porque há alguma coisa que você
Fala pro meu coração
Fala pra minha alma

Eu canto para alguém
Só como você
Eu canto para alguém
Alguém como você, alguém como eu
Só como você, oh, minha irmã
Todo mundo está buscando esse lugar
Procurando pelo paraíso
Oh oh oh oh

A esse coração ferido
A música dá sentido
Nós damos com a voz suas asas
Nós damos a seus pés o caminho

Oh não há ninguém lá fora
Sentindo o que eu estou sentindo
Tentando achar o melhor caminho
Então nós podemos sarar

Eu canto para alguém como você
Só como eu baby
Eu canto para alguém como tu
Só como tu
E quanto a você?
Eu canto para ti
Eu canto para alguém
Eu canto para alguém
Há alguma coisa que você
Fala pro meu coração
Fala pra minha alma

Eu canto para alguém
Eu canto
Só pra você
Eu canto pra alguém
Alguém como você, alguém como eu
Só como você, oh, minha irmã
Todo mundo está buscando esse lugar
Procurando pelo paraíso
Oh oh oh oh

Procurando pelo paraíso...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

110%

Pois é.. nós realmente fazemos coisas inacreditavelmente imbecis quando estamos carentes, perdidos e/ou com tédio.

Lição de hoje: dar mais valor a si mesmo e a quem da um valor real a você!

Sem mais.

E.C.P.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Donos do olhar..

Segue um pequeno texto para reflexão, mostrando que nós somos os donos do nosso olhar perante a vida..


"Dizem que um rei triste contratou um bobo da corte muito feliz para alegrá-lo. Porém, mais do que rir, ele queria saber o que tornava o bobo tão feliz. Ele consultou os sábios da corte, que concluíram: o bobo era assim porque estava fora do círculo dos 99. Para exemplificar sua teoria, sugeriram que o rei deixasse na porta do bobo um saco com 99 moedas de ouro e o observasse escondido. Além disso, o monarca deveria deixar o seguinte bilhete: "Estas 100 moedas de ouro são suas. O tesouro é um prêmio por você ser um homem bom e feliz. Desfrute-o e não conte a ninguém onde o encontrou". O rei aceitou o desafio.


O bobo achou o presente e, sem acreditar no que via, começou a contar as moedas: 97, 98... 99! Faltava uma! Inconformado, contou de novo. "Que droga! Como assim?!?", perguntava a si mesmo. O rei via que, em vez de ficar contente por ter recebido as moedas, ele estava com uma expressão angustiada e tensa. Depois de recontar o dinheiro, o bobo começou a fazer planos de como conseguiria a última moeda, tarefa que iria consumir alguns anos e que o manteria insatisfeito e infeliz até realizá-la. Abismado, o rei presenciava como o menestrel acabava de entrar para o círculo dos 99, e assim iniciava sua vida de homem infeliz."



E.C.P.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lobsters

Enquanto isso em "Friends"...

Phoebe: (To Ross) Hang in there, it is going to happen! (About Ross and Rachel)
Ross: Uh, ok now, how do you know that?
Phoebe: Because she's your lobster!
(Ross looks at Chandler without understand)
Chandler: Oh, she's going somewhere…
Phoebe: Come on you guys it is a known fact that lobsters fall in love and mate for life. And you know you can actually see old lobster couples, walking around in their tank, you know, holding claws, like this.., (she tries to imitate the lobsters) .. You have to picture lobsters!”

Queria que você entendesse que nós dois também somos lagostas! 




E.C.P.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O caçador de borboletas

Correr atrás de borboletas 

(Mário Quintana) 


"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"






Pois é Mário Quintana.. eu diria que há um problema nessa sua, vamos chamar, "receita para encontrar a auto-estima através da auto-suficiência". Sem dúvida, o que você passa faz muito sentido. Atingir essa completude seria brilhante para qualquer pessoa (principalmente aquelas que estão sofrendo por um amor impossível ou perdido), mas.. será realmente que é tão fácil assim? Cuidar da nossa vida, cuidar da gente, nos amar, simplesmente esquecer os outros (ou o outro), é tão automático assim? Outro dia li em um texto que precisamos encontrar o nosso "brilho", e, ao encontra-lo, tudo ficaria mais fácil, mais simples e mais espontâneo. Onde estará o brilho singular de cada um de nós? Em que lugar ele se esconde tanto de tantos? É tão difícil nos bastarmos. Principalmente em momentos de carência onde o nosso grande amor não é correspondido. Mas de novo, como diz no poema, será esta pessoa pela qual sofremos tanto é, de fato, o nosso grande amor? Dizem que quando é, a gente sabe. Será que, no fundo, no fundo, realmente sabemos? Pense bem, o que diabos a gente realmente sabe? Nada... "quanto mais eu sei, mais se que nada sei.." Será que existem grandes amores? Amores verdadeiros? Será que, um dia, aquele que tanto corre atrás de nós e nos quer, será tão interessante quanto aquela borboleta voando leve e solta sem se importar com os demais? Será que ser um caçador de borboletas é tão errado assim? Em outros momentos da minha vida eu diria que não, que é importante ir atrás do que você realmente quer, fazer acontecer as coisas na sua vida. Mas hoje eu penso um pouco diferente, aquilo que é seu, que pertence a você ou que é designado para fazer parte da sua vida, não precisa de tanta dificuldade, tantos obstáculos, tanta luta, tanto sofrimento. Aquela pessoa que é para ser nossa, não deveria ser uma borboleta, e sim uma lagosta. Calma! Eu não fiquei louco! Só estou levando em consideração o que uma vez a personagem Pheobe disse no seriado "Friends": as lagostas quando acham seu par perfeito, ficam para sempre. Então eu hoje penso em não encontra-lo logo, mas sim cuidar bastante de mim, e me bastar o suficiente para que, quando eu encontrar a pessoa certa, eu não precise dela. Eu quero alguém que some algo em mim, e não me complete. Eu quero me sentir completo! Então mãos a obra pois, ao encontrar minha lagosta, eu quero que ela faça parte da minha vida para sempre.  =) Boa noite gente, vamos parar de caçar borboletas e cuidar do nosso aquário, vai que a nossa lagosta passa por perto antes do que a gente imagina... rs


E.C.P

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Sociedade do Parecer


Hoje em dia podemos perceber como é priorizado o "como nos veem" ao "como nos sentimos", eu penso que atualmente é preciso ser muito mais valente do que foi necessário em outros tempos, não em tempos muito passados, quando as convenções sociais também eram muito opressoras, mas em tempos mais recentes, talvez 20 ou 30 anos atrás, quando nós já tínhamos certa liberdade porém o culto à imagem e ao "parecer" não era tão obsessivo e, por vezes tão necessário, quanto nos tempos atuais. 

Todos sempre falam sobre isso hoje em dia, que o importante não é nem "ser" ou "ter", mas parecer que tem ou parecer que é. Parecer que sabe de tudo que está em seu currículo para te garantir uma vaga. Parecer que esta feliz numa festa para te garantir status e glamour. Parecer que é rico em seu circulo social para te garantir convites em eventos e viagens. Parecer, parecer, parecer. Dentro dessa confusão (ou até inversão) de valores, acabamos por perder talvez a melhor parte de sermos humanos: a de evoluir, melhorar, conquistar de verdade aquilo que tanto almejamos e acreditamos que é importante. Estar triste? Falhar? Ser ignorante em algum assunto? Todas essas coisas são incrivelmente comuns, porém na Sociedade do Parecer, tudo isso é um pecado inadmissível. Não parecer "perfeito" e "encaixável" tornou-se o maior medo desse conjunto de pessoas tomadas pela carência e pela insegurança. 

De onde surgiu toda essa perda de identidade vivenciada atualmente? Charlie Kaufman uma vez disse que "you are what you love, not what loves you", talvez o conceito por trás dessa citação precise ser lembrado pelos viciados nas famosas redes sociais. Talvez sermos nós mesmos seja muito mais digno do que ser o que nós achamos que os outros querem (ou invejem) que a gente seja. Pode "parecer" assustador e até um pouco confuso, mas é a forma mais segura e bem resolvida de seguir seus passos no dia a dia. Minha filosofia de vida tem sido um tanto quanto reformulada nos últimos tempos. Aqueles que pensam demais, acabam se tornando intelectualmente, filosoficamente e fisicamente atrasados em relação aos que realmente sentem, vivem, choram, falam, sofrem, SÃO. Tudo acaba girando em volta do que "os outros vão pensar". Não pense em parecer algo que você não é, não tema ser algo que você é, não esconda algo que você está sentindo e acha importante abrir para o mundo, não lute contra o que está vivo pulsando dentro de você.

A nossa valentia se alimenta de verdadeiros valores, da vontade de ser melhor, do sonho que nos une à mesma força que guia as estrelas. Se não acreditamos em algo, simplesmente não vamos enxergar! Não se cegue, principalmente quando o assunto principal for você! Aqueles que passam a vida tentando parecer, acabam por não se tornarem nada, apenas uma sombra de algo que seria realmente sensacional se fosse verdade.

E.C.P.

domingo, 21 de agosto de 2011

Carta que não foi entregue


A frequência que eu penso em você, é irritantemente frenética. Simplesmente não sei mais o que fazer. Te ter não é uma opção, mas te esquecer está impossível. Não ter contato com você, é dolorido pois morro de saudades e ainda por cima não te esqueço. Então vou tentar agora ter. Queria uma outra oportunidade de te fazer feliz. Queria uma outra chance para fazer as coisas certas. Sabe quando a gente tem aquele sentimento de que nunca ninguém vai amar tanto aquela pessoa como nós? Eu sinto isso por você. Eu sinto uma saudade imensa do seu cheiro, do seu abraço, do seu sorriso, do seu jeito. Me somam todas as dores: a dor de ter te perdido, a dor da saudade, a dor do amor. Eu queria poder voltar no tempo e mudar tudo. Deixar tudo de um jeito para que nós dessemos certo. Eu nunca senti isso por ninguém, e só eu sei disso. Ninguém mais sabe, ninguém acredita, ninguém põe fé. E nem você. Se você fizesse ideia de 1% do que eu sinto por ti, você iria conseguir confiar no meu amor, em mim, na gente. Entra nesse barco comigo? Volte a construir nosso castelo de areia. Eu nesse momento te envio um sinal, pra você talvez se dar a chance de perceber o quanto a gente pode ser feliz juntos. Eu não sei mais o que fazer. Só sei que comecei a amar você, e infelizmente ou felizmente, nunca mais parei. Hoje li que ‎"It's never too late to be what you might have been."..bom, se nunca é tarde para ser o que você poderia ter sido, não é tarde para eu conseguir ser alguém que daria certo contigo, que seria melhor, que não passaria a perna em você, da forma como passei.

Quem me dera ter a coragem de escrever tudo isso pra você, porém infelizmente eu não tenho, você nunca vai saber, nunca vai imaginar, nunca terá ideia, do quanto eu ainda sofro por nós dois... Por tudo o que eu fiz de errado, e por tudo o que eu enxerguei desmoronar e nada fiz para salvar.


Te amo, hoje e sempre. 


E.C.P.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sem café, sem sexo, sem nada.

Há aqueles dias em que "the world is falling apart". Eu diria que nesses dias nem nossa bebida predileta iria salvar o nosso humor. Nem a nossa companhia perfeita iria erguer nosso ânimo. Nada. Não sei para onde ir. E nem se há algum lugar para ir. Porém ficar aqui, não da mais. Hoje vou ser breve. Hoje estou breve. Brevemente exausto de toda essa novela que não tem um final. Não vejo um final. Não enxergo o terceiro ato. Hoje não acredito em um final feliz. Erga-se! Tudo passa nessa vida, por mais inevitável e óbvia que seja a derrota. Eu hoje perdi, mas amanhã, gostaria de ganhar.

E.C.P.

domingo, 14 de agosto de 2011

Se apaixonar

Ele é um cara romântico. Mas hoje algo o impede. O impede de sentir o que ele sempre fugiu de sentir, o impede de ser o que ele sempre fugiu de ser. Hoje ele aceita sua condição de romântico. Ele olha para o passado, para o presente, e consegue imaginar o futuro. Ele imagina o amor perfeito. A sua alma gêmea que ainda não lhe foi apresentada. Mas algo impossibilita-o de colocar em prática toda a sua vulnerabilidade. Alguma coisa dentro dele torna-o difícil. Deixa-o complexo. Complicado. O faz ser duro com si mesmo e com todos aqueles que estão a sua volta.

Seu primeiro relacionamento foi o momento onde ele mais se entregou, foi quando ele vestiu a fantasia de “perfeito romântico”. Fazia presentes, escrevia cartas, se dedicava. Imaginava como seriam seus filhos, sua casa, sua relação, seu futuro. Olhava para os seus olhos e era possível enxergar todo o resto de suas vidas. Porém algo estava errado, faltava algo, não na relação, e sim nele. Ele fugiu disso. Tentou escapar, mas não conseguiu. Viu que era inevitável. A nossa cabeça funciona de uma forma única. Essa é talvez a característica mais marcante dos seres humanos. Eles são específicos. E ele viu que ele era diferente, diferente dos outros caras numa forma específica. Ele precisava de algo que nela ele não via. Ele precisava de algo que nela ele não havia encontrado. Sua imaginação o levou a acreditar que, admitindo pra si mesmo e para os mais próximos sua situação, ele iria melhorar, e todos os seus problemas iriam se resolver. Poderia ser difícil, mas era necessário. Era fundamental para sua plenitude. Era fundamental para chegar o mais perto possível da normalidade. Porém, quanto mais ele tentava se encontrar, mais perdido ele ficava.

Ele tinha tudo: emprego, amigos, carro, respeito e confiança dos que ele mais amava. Ele foi perdendo um a um em meio a relacionamentos efêmeros onde ele imaginava que talvez fossem chegar a algum lugar. Mas não chegaram. Só o levou onde ele se encontra hoje, porém sem os artifícios de uma pessoa digna de respeito.

Teve aquele que o lembrava alguém da sua infância, talvez um amor perdido. Talvez alguém que um dia ele quis, mas não pode ter. Encantou-se, achou que este era o protótipo de relacionamento perfeito para ele, porém ele acabou por não se apaixonar. Errou ao se relacionar, errou ao tentar se entregar, o fez por carência. Por falta de carinho, por falta de alguém. O fez só para ter alguém para chamar de seu.

Outros vieram depois, cada um com sua característica especifica que chamava sua atenção. Mas nenhum seria igual e o faria ficar de joelhos igual aquele. Ah, aquele. Ele que tinha um jeito único. Que em meio a uma balada, quase derramou bebida em sua camiseta. Aquele que, de tão original, no final seria o mais mascarado de todos. Aquele que o acaso trouxe em sua vida. Aquele que o encantou e, instantes depois, era tudo o que ele sempre havia procurado. Foi por acaso, talvez não fosse para ter acontecido, talvez conhecê-lo tenha sido um dos maiores atrasos da sua existência. Mas ele se apaixonou, e ele quis absorver isso. Absorver tudo o que ele achava que havia de melhor. De mais útil. Porém, ainda sim faltava algo. Mas dessa vez não era nele. Era na relação. E foi então que ele percebeu que toda essa aceitação sobre si mesmo, nunca foi o real problema. O problema não estava em sua característica chave onde todos diziam que estava. O problema era mais profundo. Era mais complexo. Era menos superficial que uma simples aceitação. O relacionamento foi se desgastando, não foi possível para nenhum deles suportar. Acabou da pior forma. De forma a quase destruí-lo. De quase fazê-lo perder o chão. De, por um momento, ele acreditar que amor verdadeiro não existia. Ele quase não suportou. Deu alguns passos para trás, estagnou por alguns instantes, mas eventualmente voltou aos trilhos.

Conheceu alguns outros que fizeram seu batimento acelerar. Porém nenhum se equiparava aquele que um dia ele chamou de “meu amor”. Chegou a forçar sentimento. Forçar relacionamentos. Chegou também a perder a fé de tal forma a realmente acreditar que ele nunca deixara de amar aquele por quem havia se apaixonado. Foi então que, assim sem mais nem menos, ele enxergou uma pessoa que sempre estava por perto, outro que havia sido parte de uma traição que ele cometera em seu namoro. Um ser complexo, diferente, interessante, intrigante. Que, eventualmente aparecera após seu termino, mas que ele na hora não havia dado tanta atenção. E agora, vendo a situação com outros olhos, ele estaria pronto para se entregar completamente a outra pessoa, alguém que ele conhecia pouco, porém sabia muito. Alguém que ele havia interagido muito, porém conversado pouco, alguém de poucas palavras, mas de atitudes marcantes. Mas a pergunta ainda permanece: como agir com alguém que ele não faz ideia de como se relacionar? Como se aproximar do impenetrável? Esse desafio o instiga. Essa nova velha figura o intriga. E agora só havia um pensamento em sua cabeça: como conseguir de verdade algo que você nunca imaginou que fosse realmente querer?

E.C.P.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um pouco comigo mesmo..

As relações são frágeis. Essa é o pensamento do dia. As pessoas se vão. É como se fosse uma horta. Se não regarmos corretamente, ela morre. Apodrece. As pessoas são assim: elas se afastam. Elas mudam. Todos nós mudamos. E se não mudamos juntos, o tempo se encarrega de colocar cada um em uma trilha diferente. O que isso significa? Significa que nós tendemos a nos aproximar daqueles que são semelhantes a nós? Eu acho que não. Acho que é necessário um esforço. Esforço de cada um para cultivar os relacionamentos. Quando o esforço vem de apenas uma das partes, o laço vai se quebrando. Se rompendo. Até que, finalmente, ele se quebra por completo. Agora vem a questão, aqueles que não se esforçam, valem à pena? Vale a pena convencê-los de que o sentimento que existe precisa ser cultivado? É triste pensar que no meio do caminho, acabamos perdendo pessoas que a gente gosta. Seja por afastamento, seja por brigas, por decepções, ou pela vida mesmo. Gostaria de colocar num pote todas as lembranças boas, e em outro todas as lembranças ruins. Dessa forma poderia só olhar para o pote das boas, e se a saudade doer muito, usar o pote das ruins. A verdade é que nessa vida, a única pessoa que temos certeza absoluta que podemos contar sempre, somos nós mesmos. Tem que estar no número um da lista. Se a prioridade está diferente, viramos dependente de pessoas que, querendo ou não, correm o risco de desaparecer no meio do tempo. E assim, vamos nos sentir sozinhos. O ser humano é sozinho. Ele nasceu só e vai morrer só. Estarmos satisfeitos com nossa própria companhia é um treino necessário. E um aprendizado inevitável. Se não conseguirmos, nos tornamos frágeis, ainda mais frágeis que as relações que nos cercam que tanto valorizamos. Sim. Hoje estou pessimista ao olhar de uns, e realista ao olhar de outros. Até logo, agora vou ficar um pouco comigo mesmo...


E.C.P.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Apego é o oposto de desapego?

Ela tinha cabelos ondulados bem compridos de cor semelhante ao mel. Sempre usava salto alto. Era sedutora. Olhar penetrante. Lembravam esmeraldas. A maioria dizia que seu jeito não era como o das outras mulheres. Seu riso parecia ser tão espontâneo quanto o seu jeito de ser. Seu cheiro não se assemelhava a nenhum perfume conhecido. Suas palavras eram sempre friamente calculadas para deixar qualquer um interessado em ser seu amigo, seu confidente, seu amante. Aqueles que não a amavam, invejavam seu conjunto aniquilador. Apaixonante é a palavra que a melhor definia.

Rosto angelical e alma de diabo ou rosto diabólico e alma de anjo? Ninguém ao certo poderia dizer. Ninguém ao certo saberia dizer. Ela não era apenas uma pessoa. Era várias. Talvez a baixa estima que tivesse feito isso. Talvez fosse o medo de se machucar. Poderia ser também a sede por diversão, por adrenalina, por perigo. Sua vontade era tanta de jogar que o jogo em si não importava mais, os participantes tão pouco. O que realmente importava era por em prática suas técnicas, suas estratégias, seu apelo, sua magia, sua maldade. Ninguém poderia imaginar que por trás de toda aquela segurança, vivia uma frágil menina. Uma menina que gostaria de ter mais fé nas pessoas, que gostaria de não ter que ferir primeiro porque temia ser ferida depois. Uma menina que gostaria de encontrar o seu príncipe encantado e ser feliz para sempre.

Foi então que aconteceu o imprevisível porém necessário: se apaixonar. Ela viu que não importava os saltos, não importava o cheiro, não importava o cabelo, não importava o jogo. O que realmente importava estava além do que seus olhos poderiam ver no espelho. Sua aparência poderia lhe trazer prazeres imediatos. Seu charme poderia lhe trazer pretendentes. Sua tática poderia lhe trazer a vitória. No entanto, a felicidade verdadeira estava além do que se poderia construir num só jogo. A felicidade verdadeira vem de algo mais demorado, mais longo, menos intenso, mais trabalhado. E apenas aqueles que amam quem realmente são, atingem esse patamar. Não era possível ser feliz jogando com os outros. Não era possível ser feliz jogando com ela mesma.

Foi então que a paixão veio pela pessoa em que ela menos acreditava. Foi, de repente, que a solução para toda a sua angustia foi encontrada. Foi então que ela descobriu o que estava em sua frente todo esse tempo: ela mesma. Ela sem as máscaras. Sem as roupas. Sem a maquiagem. Sem o salto. Sem as táticas. Sem o perfume. Sem o jogo. Ela que poderia ser não tão apaixonante, mas sim completamente apaixonada. Apaixonada pela vida, pelas pessoas, por si mesma. E foi assim que ela foi encontrando o caminho para ser feliz, aquele que é trilhado dia após dia. Semana após semana. Mês após mês. Ano após ano. Aquele que não é repleto de vitórias, mas, sem a menor dúvida, preenchido de satisfação.

Dizem que o oposto de guerra não é paz, é criação. Também falam que o contrário de amor não é raiva, é indiferença. Ela que era tão desapegada com si mesma, com todos ao redor e com o mundo, agora não era apenas "apegada". Agora ela era feliz. E foi assim que ela descobriu que felicidade é o verdadeiro oposto de desapego.

E.C.P.

Um dia qualquer onde eu gostaria de várias coisas...

Gostaria de abrir minha cabeça e organizar meus pensamentos em tópicos.

Gostaria de me compreender mais.

Gostaria de voltar atrás em alguns erros que cometi.

Gostaria de não ter ferido alguns sentimentos.

Gostaria de ter ferido outros que não feri.

Gostaria de fazer de novo algumas coisas que passaram rápido de mais.

Gostaria de voltar em alguns momentos que sinto que não aproveitei o suficiente.

Gostaria de desmentir mentiras.

Gostaria de contar verdades.

Gostaria de ser mais honesto comigo mesmo.

Gostaria de ser mais honesto com os outros.

Gostaria de ter certeza que meu futuro será tão bom quanto foi o meu passado.

Gostaria de me sentir seguro mesmo quando me sinto sozinho.

Gostaria de dizer a todos que amo o quanto são importantes pra mim.

Gostaria de ouvir alguns pensamentos alheios.

Gostaria de não ter alguns pensamentos.

Gostaria de pensar menos.

Gostaria de não precisar tanto dos outros.

Gostaria de sentir-me mais importante.

Gostaria de poder fornecer para alguém toda a segurança que eu quero ter um dia.

Gostaria de poder prever se algumas coisas realmente vão dar certo.

Gostaria de me surpreender com alguém.

Gostaria de ter um "faz de conta" menos intenso.

Gostaria de ter uma criança dentro de mim para sempre.

Gostaria de ser mais eu e menos o que eu acho que as pessoas querem que eu seja.

Gostaria de ser mais estável.

Gostaria de ser mais equilibrado.

Gostaria de ter mais coragem.

Gostaria de expor todos os meus sentimentos até meu coração explodir

Gostaria de sentir mais.

Gostaria de sofrer menos.

Gostaria de olhar por uma fresta o resto da minha vida e ver que ela vai valer à pena.

Por fim, gostaria de, acima de tudo, nunca parar de desejar tanto todas essas coisas que ainda não tenho, pois são elas que me movimentam.


E.C.P

terça-feira, 19 de julho de 2011

Desabafo

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

A frase de Antoine de Saint-Exupéry me remete a pensar em como somos despreparados para ter um envolvimento emocional saudável. Pense. Duas pessoas se conhecem. Existe a química. Rola um interesse. Elas se envolvem e se entregam. Fazem juras de amor. Dizem que querem passar o resto de suas vidas dividindo tudo que lhes pertence.

Mas daí vem à famosa música de Cássia Eller que diz “sem saber que o pra sempre, sempre acaba”, e tudo desmorona. Sentimos saudade, perdemos peso, choramos noites a fio, desabafamos com amigos. Tudo isso porque um dia nos entregamos completamente a outro ser humano e acreditamos que o teríamos para sempre em nossas vidas. E daí, de repente, sem mais nem menos, nem nosso amigo a pessoa é. Ela que sabe nossos maiores segredos, nossas maiores ambições, nossas maiores angustias, ela na qual fizemos todos os planos possíveis e imagináveis, não é mais nada nosso. É o ‘ex’. Aquele que um dia nos considerou a cara metade. Aquele que um dia foi nossa cara metade. E é ai que eu começo a discorrer sobre a frase inicial do texto, é nessa hora que o ser humano vira uma arma. Que o amor vira um perigo. Que o sentimento vira uma armadilha. Que o laço criado, nos enforca.

Criar laços. A raposa diz ao príncipe que isso é uma coisa esquecida pelos homens. Que encontramos hoje tudo pronto, fabricado e preparado para ser comprado em lojas. Tudo muito superficial, todos colocando suas imagens nas redes sociais, se mostrando exatamente do jeito que eles querem ser vistos, e não como realmente são. A era do “photoshop”. Ao sairmos dessa regra, ao quebrarmos o padrão, ao mostrarmos quem realmente somos, estamos nos deparando com um contrato: a possibilidade de criar laços verdadeiros e, por conseqüência, nos tornar responsáveis por outras pessoas. Será isso o motivo de tanta superficialidade?

Hoje em dia é fácil dizer “adeus”. Hoje em dia é difícil encontrar quem realmente se envolve. Hoje o “eu te amo” é tão falado quanto o “bom dia”. Por que é que a carência do ser humano nessa era digital se tornou tão absurda a ponto de até laços terem tornado-se fabricáveis? E, uma vez que o laço é artificial, a responsabilidade encima dele também é. As atitudes também são. E tudo o que acaba importando é a conquista em si, e não o que move ela.

Aqueles que um dia cativaram alguém tomem cuidado. Não sabemos até que ponto o laço criado para a pessoa na qual você se envolveu é real ou não. A maioria hoje opta pelo egocentrismo. Por se colocar na frente de todo resto, e é por isso que aqueles que criam laços reais são aqueles que mais sofrem. Mas como há esperança ainda nesse mundo, torço por todos que realmente merecem encontrarem alguém que valorize o sentimento verdadeiro, que vejam com o coração e saibam da responsabilidade que temos ao sentir que alguém se entregou. Dessa forma, nunca podemos nos esquecer que “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”.

E.C.P.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A vida tem que continuar

Eu desapareci da minha história real. Estou vivendo outros contos, outras realidades, outras versões de mim mesmo. Nesses mundos se misturam o real, o que eu gostaria de estar vivendo, aquele que eu temo viver e o conto de fadas. O resultado disso é muito confuso. Às vezes me dou à chance de viver o que eu realmente gostaria de estar vivendo, porém eu temo alegria. Eu temo sentir nada além de satisfação, eu temo a história perfeita. Eu temo. Acho que não mereço. Sinto que eu não mereço. Procuro problemas, defeitos, e assim faço minhas auto-sabotagens. Assim como Clarice Lispector um dia sentiu, “Ando de um lado para outro, dentro de mim”. Vivo várias histórias ao mesmo tempo. Vários personagens. Eu preciso me desligar e colocar os pés no chão. Eu preciso parar de vestir as fantasias que existem na minha imaginação. Preciso enfrentar a realidade e suas armadilhas. Eu fiz as armadilhas. Eu sou a armadilha. Ao me desarmar, quando aparecer algo que temo, não vou temer; ao me desarmar, quando aparecer algo que amo, vou amar. Preciso me convencer de que não existe o conto de fadas, mas que existem sim a mágica, o amor, e aquelas pequenas coisas que fazem toda a diferença no nosso dia-a-dia, tornando-o o presente insubstituível. Não existem arquétipos estruturados de acordo com a minha vontade. Não existem robôs. Preciso me soltar ao vento da realidade e sentir a brisa bater forte no meu rosto. Sem essa decisão, a sabotagem vai continuar. Sem essa decisão, nunca vou exceder a expectativa. Os amores não vão deixar de virarem lembrança. As pessoas não vão deixar de se afastarem. E, por fim, o show não vai continuar.

A verdade inventada

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possivel fazer sentido.
Eu não: quero uma verdade inventada."
Clarice Lispector