As relações são frágeis. Essa é o pensamento do dia. As pessoas se vão. É como se fosse uma horta. Se não regarmos corretamente, ela morre. Apodrece. As pessoas são assim: elas se afastam. Elas mudam. Todos nós mudamos. E se não mudamos juntos, o tempo se encarrega de colocar cada um em uma trilha diferente. O que isso significa? Significa que nós tendemos a nos aproximar daqueles que são semelhantes a nós? Eu acho que não. Acho que é necessário um esforço. Esforço de cada um para cultivar os relacionamentos. Quando o esforço vem de apenas uma das partes, o laço vai se quebrando. Se rompendo. Até que, finalmente, ele se quebra por completo. Agora vem a questão, aqueles que não se esforçam, valem à pena? Vale a pena convencê-los de que o sentimento que existe precisa ser cultivado? É triste pensar que no meio do caminho, acabamos perdendo pessoas que a gente gosta. Seja por afastamento, seja por brigas, por decepções, ou pela vida mesmo. Gostaria de colocar num pote todas as lembranças boas, e em outro todas as lembranças ruins. Dessa forma poderia só olhar para o pote das boas, e se a saudade doer muito, usar o pote das ruins. A verdade é que nessa vida, a única pessoa que temos certeza absoluta que podemos contar sempre, somos nós mesmos. Tem que estar no número um da lista. Se a prioridade está diferente, viramos dependente de pessoas que, querendo ou não, correm o risco de desaparecer no meio do tempo. E assim, vamos nos sentir sozinhos. O ser humano é sozinho. Ele nasceu só e vai morrer só. Estarmos satisfeitos com nossa própria companhia é um treino necessário. E um aprendizado inevitável. Se não conseguirmos, nos tornamos frágeis, ainda mais frágeis que as relações que nos cercam que tanto valorizamos. Sim. Hoje estou pessimista ao olhar de uns, e realista ao olhar de outros. Até logo, agora vou ficar um pouco comigo mesmo...
E.C.P.
E.C.P.
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