"Há uma história antiga que ilustra a sabedoria desse estado mental. Uma das posses mais valiosas de um fazendeiro é o cavalo que possui. Um dia ele foge. Todas as pessoas lamentam por ele. “Que azar! Você está na pobreza agora, sem ter como puxar o arado ou mover seus bens!” O fazendeiro apenas responde, “Eu não sei se é uma desgraça ou não; tudo que sei é que meu cavalo se foi.”
Alguns dias depois, o cavalo retorna, com mais seis cavalos, garanhões e éguas. As pessoas dizem: “Você está rico! Agora tem sete cavalos” De novo, o fazendeiro diz, “Não sei se sou sortudo ou não; tudo que posso dizer é que agora tenho sete cavalos em meu estábulo.”
Alguns dias depois, quando o filho do fazendeiro tenta domar um dos garanhões, ele cai do cavalo e quebra a perna e o ombro. Todas as pessoas lamentam seu destino: “Que terrível! Seu filho se machucou bastante, não vai conseguir ajudar com a colheita. Que desgraça!” O fazendeiro responde, “Não sei se é desgraça ou não; o que sei é meu filho se machucou.”
Menos de uma semana depois, o exército passa na cidade, convocando todos os jovens para lutar na guerra... todos menos o filho do fazendeiro, que está incapaz de lutar por causa de sua lesão.
O fato é que você não pode saber quais mudanças a vida trará ou quais serão suas consequências. Equanimidade permite o mistério das coisas: a natureza irreconhecível, incontrolável das coisas serem exatamente o que são."
Retirado do artigo
Calma interior por Frank Jude Boccio
Frank Jude Boccio é professor de Yoga e Zen Budismo e autor de Mindfulness Yoga. mindfulnessyoga.net.
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