Alguns podem dizer que um primeiro encontro funciona como uma entrevista de emprego: deve-se fazer uso sutil porém marcante das suas melhores qualidades, não mentir sobre suas habilidades e jamais demonstrar insegurança. Ao final aguarde receber um call-back, já que hoje em dia ninguém gosta da sensação de ter tido uma experiência com alguém desesperado.
Agora pegue tudo o que eu escrevi no primeiro parágrafo, amasse e jogue no lixo. Jogos? Quem precisa deles? Em ambas as situações é necessário apenas uma coisa: ser você mesmo. Quer algo mais gostoso do que você usar uma situação que tende a ser estressante para um auto-descobrimento? Sente na mesa, respire fundo, e simplesmente fale. Não gosta de falar? Então pergunte. Ouça. Tenha reações espontâneas. Não calcule o número de palavras que você fala, não conte o número de risadas que você deu. Apenas seja você mesmo.
Hoje todo mundo gosta de fazer uma cena no primeiro encontro. Diz que lê vários livros enquanto não lembra do título do último que leu, diz que não gosta de encher a cara quando na verdade está com a maior ressaca do universo, diz que nunca ficou com mais de uma pessoa no mesmo dia enquanto no carnaval não lembra nem com quantos fez sexo.
Então o certo é falar na lata tudo isso ao conhecer a pessoa? HELL NO! O que eu estou dizendo é, seja uma pessoa que você é sem precisar passar os detalhes mais assustadores da sua vida (não diga que você não tem nenhum, pois hoje em dia todos têm algo a esconder). Eu, por um lado, sou um pouco diferente, como eu adoro falar e, principalmente, falar sobre mim, sempre acabo comentando coisas desnecessárias como já ter dado perda total em dois carros ou ter cortado o pulso quebrando uma janela no meio de um menage a trois. Mas este sou eu. Eu tento dar um ar polêmico e engraçado nessas histórias e, na maioria das vezes, da certo! Deixa elas mais leves e, no fim de cada uma eu destaco que aprendi algo com elas.
Ser um bom ouvinte: todos gostam de sentir que estão sendo ouvidos. Não existe uma pessoa nesse mundo que não goste de falar sobre ela mesma. Se você ouvir, entender, comentar e passar a ideia de que você está interessado, é um ponto positivo na certa! Dessa forma você aprende sobre a pessoa que você esta conhecendo, consegue fazer uma relação com suas experiências pessoais e, o mais importante, consegue ter uma ideia se há algum futuro ou não.
Ao final, um beijo não é necessário. Antes não beijar no primeiro encontro e nunca mais ver a pessoa do que beijar, adorar o beijo, e não ter um segundo encontro. Te garanto: se a pessoa gostou de você, ela irá ficar tão na vontade quanto e, ao chegar no segundo encontro, o primeiro beijo será ainda melhor.
Agora na real, não tente ver isso como um roteiro, e sim como algo para você mentalizar. Chegue e monte o SEU roteiro. Faça do SEU jeito. Porque se a pessoa for "the one", ela vai adorar você do jeito que você é. =)
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